sexta-feira, 4 de maio de 2012

Pensamento Educacional de Platão e Aristóteles e considerações sobre a influência ou não destes filósofos na educação atual.

Platão
 Platão gosta muito dos mitos, e para expressar seu pensamento filosófico apela a eles muitas vezes. Assim, para expressar seu pensamento da intuição, da idéia e da dialética, que nos conduz a depurar essa intuição, emprega o mito da "reminiscência".
 Aristóteles 
Aristóteles, amigo de Platão, mas, como ele mesmo diz, mais amigo da verdade, desenvolve por sua vez o método da dialética de uma forma que o faz mudar de aspecto. Aristóteles atenta principalmente para esse movimento da razão intuitiva que passa, por meio da contraposição de opiniões, de uma afirmação à seguinte e desta à seguinte. Esforça-se para reduzir a leis esse trânsito de uma afirmação à seguinte. Esforça-se para encontrar a lei em virtude da qual de uma afirmação passamos à seguinte.
Esta concepção de Aristóteles é verdadeiramente genial porque é a origem daquilo que chamamos a lógica. Não se pode dizer que seja Aristóteles o inventor da lógica, visto que já Platão, na sua dialética, possui uma lógica implícita; porém é Aristóteles que lhe dá estrutura de forma definitiva, a mesma forma que tem hoje. Não mudou durante todos estes séculos. Dá uma forma e estrutura definitivas a isto que denominamos a lógica, ou seja a teoria da inferência, de uma proposição que sai de outra proposição.
A filosofia há de consistir, por conseguinte, na demonstração da prova. A prova das afirmações que se antecipam é que tornam verdadeiras estas afirmações. Uma afirmação que não está provada não é verdadeira, ou pelo menos, como ainda não sei se é ou não verdadeira, não pode ter atestado de legitimidade no campo do saber, no campo da ciência.
Nossas sociedades nos mostram que falta aos homens uma educação que se volte também para o agir social. A única preocupação moral quando falamos em educação hoje fica pressuposta, quando muitos países, incluindo o Brasil, têm como obrigatoriedade a frequência de crianças a partir dos 7 anos completos às escolas. A vida social já passa a ser garantida. Para muitos pedagogos, o convívio com professores e outros alunos na escola é importante para a formação do sujeito enquanto ser social. Mas é fácil contestar esse tipo de afirmação, uma vez que apenas o convívio não é capaz de formar seres conscientes de seus atos, nem capacita-os para desenvolver o pensamento crítico que os levaria a agirem de acordo com uma compreensão mais profunda sobre a vida.
FONTE: www.consciencia.org/fundamentosfilosofiamorente2.shtml

quinta-feira, 3 de maio de 2012

A nova forma de pensar da Filosofia Moderna culminou no Racionalismo (René Descartes) e no Empirismo (Francis Bacon, John Locke, David Hume) e preparou, de certa forma, o caminho para o Criticismo Kantiano


RACIONALISMO
Doutrina que afirma que tudo que existe tem uma causa inteligível, mesmo que não possa ser demonstrada de fato, como a origem do Universo. Privilegia a razão em detrimento da experiência do mundo sensível como via de acesso ao conhecimento. Considera a dedução como o método superior de investigação filosófica. René Descartes (1596-1650) e outros. O racionalismo é baseado nos princípios da busca da certeza e da demonstração, sustentados por um conhecimento a priori, ou seja, conhecimentos que não vêm da experiência e são elaborados somente pela razão.

Fonte: www.algosobre.com.br/sociofilosofia/racionalismo.htm

EMPIRISMO
O empirismo  é uma doutrina filosófica que tem como principal teórico o inglês John Locke (1632-1704), que defende uma corrente a qual chamou de Tabula Rasa. Esta corrente afirma que as pessoas nada conhecem, como uma folha em branco. O conhecimento é limitado às experiências vivenciadas, e as aprendizagens se dão por meio de tentativas e erros.   Entende-se por empírico aquilo que pode ter sua veracidade ou falsidade verificada por meio dos resultados de experiências e observações. Teorias não bastam, somente através da experiência, de fatos ocorridos observados, um conhecimento é considerado pelo empirista.
A percepção do Mundo externo e a abstração da realidade realizada na mente humana são o que faz o homem adquirir sabedoria, segundo o empirismo. Embora tenha se baseado no cartesianismo de René Descartes, ao contrário deste, Locke não aceita a existência de idéias inatas resultantes da capacidade de pensar da razão. Segundo a teoria de Locke (com a qual concordavam os demais empiristas), a razão, tem a função de organizar os dados empíricos, apenas unir uns dados aos outros, que lhe chegam através da experiência. Segundo Locke, “nada pode existir na mente que não tenha passado antes pelos sentidos”, ou seja, as idéias surgem da experiência externa (via sensação), ou interna (via reflexão), e podem ser classificadas em simples (como a idéia de largura, que vêm da visão) ou compostas (a idéia de doença, resultado de uma associação de idéias).
Nesse sentido, qualquer afirmação de cunho metafísico era rejeitada no Empirismo, pois para essas afirmações não há experimentação, testes ou controles possíveis. Outro importante teórico empirista foi o escocês David Hume (1711-1776), que contribuiu com a epistemologia ao discutir o princípio da causalidade. Segundo Hume, não existe conexão causal, e sim uma seqüência temporal de eventos, que pode ser observada. Além de John Locke e David Hume, outros filósofos que são associados ao empirismo são: Aristóteles, Tomás de Aquino, Francis Bacon, Thomas Hobbes, George Berkeley e John Stuart Mill.   O empirismo causou uma grande revolução na ciência, pois graças à valorização das experiências e do conhecimento científico, o homem passou a buscar resultados práticos, buscando o domínio da natureza.
Fonte: www.infoescola.com › Filosofia

CRITICISMO KANTIANO.
Considerado uma das figuras mais importantes e influentes da filosofia ocidental, Kant desenvolveu um sistema filosófico compreensivo, em que ele analisou os fundamentos da metafísica, ética e estética. A exposição mais importante de suas ideias podem ser encontradas em sua Kritik der reinen Vernunft (1781; Crítica da Razão Pura), Kritik der praktischen Vernunft (1788; Crítica da Razão Prática), e der Kritik Urteilskraft (1790; Crítica do Juízo). Na Crítica da Razão Pura, Kant alterou decisivamente o desenvolvimento da filosofia moderna, insistindo na separação do "sensível" e "inteligível" mundos, o que pode ser percebido pelos sentidos e aquilo que pode ser determinado apenas pelo intelecto. Ele aplicou esta distinção para o reino ético na Crítica da Razão Prática, onde ele argumentou que as decisões morais de um indivíduo são baseadas em preceitos racionais que são independentes da experiência no mundo e, portanto, exibir o exercício do livre arbítrio. Em seu estudo sobre a base da discriminação estética, a Crítica do Juízo, Kant continuou esta linha de pensamento, sugerindo que a natureza, como a humanidade, tem um propósito, um ideal moral final que é revelado pelo total de "adequação das coisas." Enquanto Kant é mais conhecido por essas três obras centrais, seus escritos sobre história, política e religião também são considerados importantes contribuições para o desenvolvimento do pensamento ocidental.


quarta-feira, 2 de maio de 2012

CONCEITO DE ONTOLOGIA
A ontologia é a parte da metafísica que estuda o ser em geral e as suas propriedades transcendentes. Pode dizer-se que é o estudo do ser por aquilo que é e como realmente é. A ontologia define o ser e estabelece as categorias fundamentais das coisas a partir do estudo das suas propriedades, dos seus sistemas e das suas estruturas. É importante ter em conta que a ontologia estuda os seres tal como são e não com base nos factos ou nas propriedades particulares que se obtêm das mesmas. Entre as principais questões abordadas pela ontologia, destacam-se as entidades abstractas. Os números e os conceitos, por exemplo, entram no conjunto das coisas abstractas, ao contrário dos seres humanos, das mesas, dos cães e das flores. A ontologia questiona-se sobre que critério deve ser usado para estabelecer se uma entidade é abstracta ou concreta, tendo em conta que há entidades abstractas que não se sabe se existem. A ontologia também reflecte sobre os universais (as propriedades ou os atributos). Estes referentes justificam a forma de se referir aos indivíduos: os ontólogos ainda debatem sobre a existência dos universais nas coisas ou na mente.A distinção entre o mental e os processos físicos da mente constitui outro problema ontológico. O mental não costuma ser acessível do ponto de vista físico (uma ideia não se encontra como tal dentro da cabeça, pois surge na sequência de um processo físico); portanto, a sua existência ontológica não está provada.
Fonte: conceito.de/ontologia

quarta-feira, 25 de abril de 2012

FILOSOFIA

           O QUE É FILOSOFIA

Filosofia x Filosofia de vida

A Filosofia é o princípio de todo o saber, o fundamento de qualquer conhecimento. É através dela que as Ciências e as Artes garantem sua fundamentação e confiabilidade. Então, o trabalho das ciências e das artes pressupõem, como condição, o trabalho da filosofia, mesmo que os cientistas e artistas não sejam filósofos.
A Filosofia não é  uma construção arbitrária de um pensador isolado. É um somatório lento e progressivo de todas as civilizações e culturas, do que elas têm de mais apurado, de mais escolhido, de mais seleto, nos domínios do pensamento abstrato e nos campos de todas as ciências e artes.Ela tem a tarefa criadora de nos levar a uma posição esclarecida perante a vida e o mundo e a um relacionamento compreensivo com o homem e a sociedade.
Para enfrentar as incertezas da vida e ajudar as pessoas a viver melhor, desde os séculos antigos, surgiu no mundo uma área do conhecimento que ensina a pensar e incita a pessoa a buscar a sabedoria. Ou seja, buscar o sabor da vida que une a sede da verdade e o mistério do ser. Pitágoras, um dos primeiros místicos deste caminho de iniciação, não ousou chamá-la de Sabedoria por ser uma arte humana e não divina. Como mortal se considerou apenas um “amante ou amigo da sabedoria”. A partir daí esse saber passou a ser conhecido como Filosofia. 

A Filosofia séculos antes da era cristã, nasceu nas ruas das antigas cidades-estado gregas. Partindo de Atenas - com antenas orientais - consolidou o processo de evolução dos mais diversos povos. Na Grécia antiga, antes de constituir os círculos das academias de Platão e Aristóteles, era parte integrante da vida e objeto fundamental das discussões livres ocorridas em embaixo das árvores e nas praças públicas. No mundo moderno, ganhou os livros e se tornou disciplina ordinária de estudo acadêmico. Atualmente, se encontra quase sempre confinada às universidades e círculos especializados de pensadores eruditos.
O mundo atual no entanto precisa muito de homens e mulheres que sejam verdadeiros filósofos e voltem a formular seu pensamento a partir da realidade, no contato permanente com a humanidade real do dia a dia. A juventude é bombardeada por uma cultura de massa especializada em banalizar informações e, diluir o conteúdo das questões a tal ponto que não seja mais necessário pensar.
Fonte: http://www.coladaweb.com/ › Filosofia

           http://educacao.uol.com.br/filosofia
O MITO


Mitos são histórias tradicionais, quase sempre sobre deuses, heróis ou criaturas do mundo animal, que explicam por que o mundo é do jeito que é. Pessoas de todos os tempos e de todos os tipos de cultura constataram que a vida está repleta de mistérios. Por exemplo: qual é a origem do mundo, por que o sol se movimenta atravessando o firmamento, o que faz as coisas crescerem, por que as plantas morrem no inverno e renascem na primavera, de que modo ocorrem as marés, por que há terremotos, para onde vão as pessoas quando morrem, se é que vão para algum lugar? Na tentativa de responder a perguntas como essas, o homem criou narrativas que transcendem a existência comum e cotidiana e que se enraizaram em diferentes culturas.
Dessa maneira, as respostas para as mais complicadas indagações da vida foram transmitidas de geração para geração, na forma de mitos. Em geral havia semelhanças entres as histórias contadas em sociedade marcadamente distintas, como nas Mitologias da Grécia Antiga e dos Nórdicos, nas quais aparecem temas universais como a vida após a morte e a origem do mundo.

Os mitos eram bem mais do que o simples contar história. Cada cultura possuía cerimônias e rituais próprios associados aos mitos. Essa associação implicava representar histórias exemplares ou oferecer sacrifícios aos deuses, na esperança de receber alguma benção em troca, como uma boa safra ou a vitória em uma batalha.
O mito proporciona um conhecimento que explica o mundo a partir da ação de entidades - ou seja, forças, energias, criaturas, personagens - que estão além do mundo natural, que o transcendem, que são sobrenaturais.Veja, por exemplo, o mito através do qual os antigos gregos explicavam a origem do mundo:
No princípio era o Caos, o Vazio primordial, vasto abismo insondável, como um imenso mar, denso e profundo, onde nada podia existir. Dessa oca imensidão sem onde nem quando, de um modo inexplicável e incompreensível, emergiram a Noite negra e a Morte impenetrável. Da muda união desses dois entes tenebrosos, no leito infinito do vácuo, nasceu uma entidade de natureza oposta à deles, o Amor, que surgiu cintilando dentro de um ovo incandescente.  
Ao ser posto no regaço do Caos, sua casca resfriou e se partiu em duas metades que se transformaram no Céu e na Terra, casal que jazia no espaço, espiando-se em deslumbramento mútuo, empapuçados de amor. Então, o Céu cobriu e fecundou a Terra, fazendo-a gerar muitos filhos que passaram a habitar o vasto corpo da própria mãe, aconchegante e hospitaleiro. 

http:// www.adital.org.br/site/noticia


 http://www.coladaweb.com › Mitologia